Institucional Memorial
Fundada em 1977, a SOGIBA chega aos seus quase 50 anos de existência trazendo consigo uma trajetória marcada por desafios, conquistas e importantes contribuições para a Ginecologia e Obstetrícia baiana.
Como toda instituição que atravessa décadas de história, acumulou experiências que merecem ser preservadas, valorizadas e compartilhadas com as novas gerações. A SOGIBA nasceu como sociedade médica em um período singular da história brasileira, durante o período do regime militar no Brasil. Naquela época, a Bahia contava com apenas duas escolas de Medicina — a Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) — que, juntas, graduavam cerca de 200 médicos por ano. Existia apenas um programa de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, sediado na Maternidade Climério de Oliveira/ Hospital das Clínicas, oferecendo entre duas e quatro vagas anuais.
Transformações e Crescimento
Quase cinco décadas depois, o cenário que encontramos é completamente diferente. Em 2025, a Bahia já possui mais de 30 cursos de Medicina, formando aproximadamente 2.500 novos médicos por ano, além de 11 programas de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, que disponibilizam cerca de 46 vagas anuais para formação de especialistas.
2 Cursos de Medicina
Cerca de 200 médicos graduados por ano no estado. Apenas 1 programa de residência (2 a 4 vagas/ano).
+30 Cursos de Medicina
Aproximadamente 2.500 novos médicos por ano. 11 programas de residência (46 vagas/ano).
A SOGIBA foi criada como unidade federada da FEBRASGO, com a missão de promover a educação continuada e disseminar o conhecimento científico entre os ginecologistas e obstetras do estado, contribuindo para uma assistência cada vez mais qualificada à saúde da mulher, respaldada na ética e na moral profissional.
Ao longo dessa trajetória, diversos presidentes, diretorias e comissões desempenharam papel fundamental na construção e no fortalecimento da entidade, adaptando-a aos desafios de cada época sem perder de vista sua missão institucional.
Memória e Liderança
Nos primeiros anos, a comunidade de ginecologistas e obstetras da Bahia era pequena. Praticamente todos os especialistas se conheciam pessoalmente, mantinham relações de amizade e acompanhavam de perto as atividades da Sociedade. Com a expansão do ensino médico e o crescimento do número de especialistas esse cenário mudou profundamente. Hoje, muitos jovens profissionais desconhecem a história da especialidade no estado e as contribuições daqueles que construíram seus alicerces. Preservar essa memória significa reconhecer o legado de seus mestres e compreender a evolução da Ginecologia e Obstetrícia baiana.
Ao longo desses quase 50 anos, o Brasil também se transformou. A SOGIBA atravessou o período do regime militar, acompanhou a redemocratização do país, a consolidação do Sistema Único de Saúde, a ampliação do acesso aos serviços de saúde e o expressivo crescimento do número de médicos e especialistas. Mais recentemente, passou a conviver com novos desafios, entre eles a crescente desproporção entre o número de profissionais formados e a oferta de postos de trabalho.
A evolução da participação feminina na sociedade civil acompanha as transformações da própria especialidade. Se nos primeiros 25 anos de existência, apenas uma mulher ocupou a Presidência da SOGIBA, nos 25 anos seguintes quatro mulheres passaram a exercer essa função, refletindo a crescente presença feminina na liderança da Ginecologia e Obstetrícia baiana.
Educação e Resiliência
A educação continuada sempre foi a principal missão da SOGIBA. Mesmo com a democratização do acesso à informação proporcionada pela internet, a associação mantém seu papel como referência estadual na divulgação e discussão do conhecimento científico baseado em evidências, sempre respaldado pelo selo de qualidade da FEBRASGO.
A resiliência também marcou sua história. Durante a pandemia de COVID-19, a SOGIBA adaptou suas atividades científicas, transformando sessões mensais, cursos e o Congresso Baiano em eventos virtuais, garantindo a continuidade da atualização científica em um dos momentos mais desafiadores da medicina contemporânea.
Nos últimos anos, a Associação também passou a investir de forma mais intensa no envolvimento das novas gerações. Reconhecendo a importância dos médicos em início de carreira, criou incentivos de forma que médicos residentes de Ginecologia e Obstetrícia do estado tornaram-se automaticamente associados, contribuindo para sua integração à comunidade científica enquanto se estabelecem no mercado de trabalho.
Memorial SOGIBA e a Identidade Sankofa
Com o propósito de preservar essa rica história, foi criado o MEMORIAL SOGIBA que tem por objetivo registrar seus protagonistas e valorizar aqueles que ajudaram a construir a Ginecologia e Obstetrícia baiana. Mais do que recordar o passado, pretende inspirar as futuras gerações a compreenderem que o desenvolvimento da especialidade foi resultado do trabalho coletivo de homens e mulheres que dedicaram suas vidas à assistência, ao ensino, à pesquisa e à defesa da saúde da mulher.
Para representar esse propósito, o Memorial recebeu uma identidade visual que une a logomarca da SOGIBA ao símbolo africano Sankofa. A escolha é especialmente significativa em um estado como a Bahia, cuja população é composta majoritariamente por pessoas pardas e negras. Segundo o último Censo do IBGE, 80,8% da população baiana se autodeclara preta ou parda.
"Representado por um pássaro que volta a cabeça para trás enquanto segue adiante, ou por um coração estilizado inspirado em sua forma, o Sankofa simboliza a importância de retornar ao passado para aprender com ele e construir o futuro com sabedoria."
Em sua identidade visual, o Memorial incorpora também elementos da logomarca da SOGIBA, do símbolo do feminino e da continuidade da vida, sintetizando a essência da especialidade: honrar a história, valorizar o presente e fortalecer o futuro da Ginecologia e Obstetrícia na Bahia.
Memorial
Você pode fazer o download do Memorial através do link abaixo:
Download do MemorialClaudia Magaret Smith